Volume I · Residência autoral
Luz, escala e silêncio no coração da cidade.
Construída em 1946, a residência preserva a presença e a proporção de sua arquitetura original — pé-direito alto, molduras de gesso, marcenaria de época, pisos de tacos em chevron — enquanto incorpora atualizações pensadas para a vida contemporânea.
A reforma valorizou luz natural, circulação, conforto térmico e permanência material, mantendo intacta a sensação de refúgio silencioso que define a casa. Não há ostentação — há proporção, matéria e tempo.
Pisos originais de chevron, mármore Carrara no hall, marcenaria sob medida em laca clara, ferragens artesanais em ferro escuro. A casa fala uma linguagem rara em São Paulo — feita para durar décadas, não temporadas.
Entre ruas arborizadas e construções que atravessaram gerações, a casa ocupa uma das regiões mais silenciosas e bem posicionadas do Pacaembu.
Bairro de escala humana, calçadas largas, sombra densa. Uma raridade residencial em uma cidade que se move depressa.
§ 07 — Convite
Uma residência feita para atravessar o tempo — apresentada apenas a quem busca permanência.